AGENDA
 
 

APRESENTAÇÃO

O PANORAMA BRASIL EM MOVIMENTO é um mosaico bem estruturado, contemporâneo e agregador de manifestações e tecnologias culturais, que levam a imagem do Brasil para diversas partes do mundo. Ele propõe não só a aproximação de povos, mas resgata o brasileiro que habita fora de suas fronteiras, apresentando-lhes a vanguarda dos acontecimentos da brasilidade que permeia a atualidade política, econômica e, sobretudo, social e de sustentabilidade do planeta.

Transformou-se numa manifestação cultural brasileira que ultrapassa fronteiras e, no período de 29 de abril a 05 de maio de 2010, se apresenta pela segunda vez na Alemanha, em Frankfurt, cidade que por tradição, mantém um relacionamento estreito com a América Latina, notadamente com o Brasil, que abrange, além dos setores da política e economia, os de ajuda ao desenvolvimento e da cultura. Para tanto atividades culturais foram programadas cuidadosamente. Este será um grande evento multimídia, que terá como sede o Consulado Geral do Brasil em Frankfurt am Main e uma programação complementar no VHS - VOLKSHOCHSCHULE FRANKFURT AM MAIN.

Nessa edição, o Projeto PANORAMA BRASIL EM MOVIMENTO volta o seu olhar para a presença multicultural da cultura brasileira presente nas artes visuais, no cinema, na música e na literatura, buscando centralizar a intensidade da identidade cultural brasileira presente em todas as áreas.

Num país como o Brasil, cuja sociedade representa hoje uma manta de retalhos étnicos, com uma abundância de manifestações culturais, fica difícil difundir toda a gama disponível. Por isso, o evento PANORAMA BRASIL EM MOVIMENTO faz um recorte priorizando a cultura dos direitos humanos através da realização de mostras de filmes, exposições visuais, lançamento de livros, palestras e debates, buscando promover redes nacionais e, sobretudo, internacionais de cooperação de intercâmbio em educação e cultura.

Nossa iniciativa estabelece estimular, em espaço de atividades de educação não-formal, a realização de estudos e pesquisas na promoção do conhecimento sobre os direitos humanos, no diálogo entre o saber formal e informal acerca desses direitos ao integrar organizações da sociedade civil e agentes do poder público.

Destaca-se o papel de contribuir para uma visão crítica  sócio-histórica brasileira no tocante a sua multiculturalidade, na medida em que procura estimular a discussão de questões relativas à cultura, educação, políticas culturais, afirmação da diversidade, disseminação de valores solidários, cooperativos e de justiça social.

Todo trabalho cultural assume, automaticamente, um importante papel na formação da imagem do país. Mais do que a divulgação de mensagens pré-formuladas, é, no entanto, o diálogo cultural que irá construir a imagem multifacetada do país.

O projeto PANORAMA BRASIL EM MOVIMENTO se transformou numa manifestação cultural brasileira que ultrapassa fronteiras ao buscar estimular o aumento dos fluxos de cooperação; compartilhar experiências e conhecimentos; divulgar a imagem do Brasil Contemporâneo; favorecer trocas e diálogos culturais; colaborar em temas, e desenvolver alianças, onde houver potencial para avançar agendas de trabalho comuns no campo dos direitos humanos.

Uma das características do projeto é a de manter o caráter interdisciplinar de suas ações, que giram em torno das temáticas: cidadania, direitos humanos, segurança pública, cultura, linguagem e comunicação.

O evento propõe ainda a reflexão, o diálogo, o envolvimento e a mobilização de todos da sociedade como parte integrante e agente transformador do ambiente onde vive e sua influência no mundo.

À medida que a humanidade aumenta sua capacidade de intervir no espaço público para satisfação de necessidades e desejos crescentes, surgem tensões e conflitos.

O evento é focado, sobretudo, em gerar redes de apoio e parcerias de cooperação técnica e científica de entidades públicas ligadas aos direitos humanos, com objetivo de integrar e articular no fortalecimento das temáticas ligadas aos desafios do desenvolvimento humano e políticas públicas.

Será apresentado como contrapartida ao evento realizado no exterior, a efetivação da etapa brasileira deste evento, quando do retorno ao país (Brasil – São Paulo), com intuito de estimular o diálogo, reflexão e redes de cooperação sobre os Direitos Humanos.

EQUIPE
Composto por pesquisadores e docentes de renomadas universidades públicas do país; cineastas; produtores culturais e artistas visuais, a missão do PANORAMA BRASIL EM MOVIMENTO consiste em divulgar de forma poética, artística, literária e musical, a imagem do Brasil Contemporâneo, no uso de novas tecnologias e conseqüentes desdobramentos estéticos, conflituais e conceituais.

ABERTURA OFICIAL
29/04/2010 - 11h00
VHS - VOLKSHOCHSCHULE FRANKFURT AM MAIN
Sonnemannstraße, 13
60314- Frankfurt am main

29/04/2010 - 18h30
CONSULADO GERAL DO BRASIL- FRANKFURT  AM MAIN
GENERALKONSULAT VON BRASILIEN IN FRANKFURT AM MAIN
Hansaallee 32 a+b
60322 Frankfurt am Main

CURADORIA
Rosana Martins
Cientista Social formada pela Universidade de São Paulo- USP. Mestre e Doutora em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes/USP.
Autora dos livros: Hip-Hop. O estilo que ninguém segura (Esetec, 2006); Admirável Mundo MTV Brasil (Saraiva, 2006); Direitos Humanos Segurança Pública & Comunicação (Acadepol, 2007). Atualmente é pós-doutoranda e pesquisadora do CIMJ – Centro de Investigação Media e Jornalismo, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa, e pesquisadora do Centro de Estudos Cibernética Pedagógica - Laboratório de Linguagens Digitais -Universidade de São Paulo/Escola de Comunicações e Artes - São Paulo/Brasil.

Maria Goretti Pedroso
Jornalista, com especialização em cinema publicitário. Mestre e doutora em Ciências da Comunicação, com interface em redes interativas de multimídia, pela ECA (Escola de Comunicações e Artes) – USP (Universidade de São Paulo). É docente de cinema da faculdade de Design Gráfico e coordenadora do programa de Pós-Graduação em Cinema, Vídeo e Fotografia do Centro Universitário Belas Artes. Atualmente, dirige comerciais, institucionais e documentários, além da área pedagógica. É autora dos livros: Mulher Virtual, (Esetec, 2005); Admirável Mundo MTV Brasil (Saraiva, 2006); Direitos Humanos Segurança Pública & Comunicação (Acadepol, 2007). È pesquisadora do Centro de Estudos Cibernética Pedagógica - Laboratório de Linguagens Digitais - Universidade de São Paulo/Escola de Comunicações e Artes - São Paulo/Brasil.

Anna Guerra
Estudou arquitetura, aos 21 anos passa a seguir  carreira de artista plástica e hoje é galerista, curadora do Espaço Galeria 3058A, em São Paulo. Com Painel Público, no Aeroporto internacional dos Guararapes, Recife - PE, e na Assembléia Legislativa de São Paulo. Diversas exposições pelo Brasil e exterior, incluindo O Carrousel Du Louvre, Paris, Nova York e Lisboa.

COORDENADORA ALEMANHA
Lia Thoma
Brasileira, nascida em 1962, vive em Kelkheim/ Ts, Alemanha, desde 1988. Seu pai era médico e suas três tias paternas eram pintoras. Elas tiveram uma grande influência em sua vida e seu desenvolvimento artístico e desde criança ela já tinha experiência com a pintura. Como fonoaudióloga ela só conseguia pintar em suas horas vagas, mas, à medida que este interesse foi crescendo, a pintura tornou-se para ela uma forma de expressar seus sentimentos para com o mundo e consigo mesma. Após deixar seu Brasil natal, Lia já viveu sucessivamente em Paris, Londres, Liverpool, Montreal e Zimbabwe antes de se fixar definitivamente na Alemanha.
Nos últimos dois anos ela tem freqüentado o grupo de pintura do professor de Artes Juri Ivashkevich, o qual sempre diz: "Um quadro não tem que ser bonito, ele tem somente que agradar a alguém!" Lia não trabalha apenas na pintura a óleo, mas usa também o acrílico, aquarela, desenhos, pintura na seda, e também esculturas em terracota. Voluntariamente trabalha também para o "Centro Cultural Brasileiro em Frankfurt/Main. E nunca abandonou sua profissão original, trabalhando desde 2001 como fonoaudióloga na Clinica Katharinen-Kasper. Suas últimas exposições foram vistas na prefeitura de Kelkheim/Ts, e também no Consulado Brasileiro em Frankfurt / Main.

 

COORDENADORA DE COMUNICAÇÃO
Cristina Rocha
Advogada, jornalista, relações públicas; mestre em administração, comunicação e educação; MBA em educação e tecnologia; especialista em turismo e ADM & MKT; professora universitária, consultora de empresas em comunicação organizacional, palestrista profissional; foi sócia diretora do Grupo IOB (Informações Objetivas Publicações Jurídicas Ltda.); chefe do departamento de promoção e MKT do INACEN/Ministério da Cultura. Sócia fundadora da Inforpress Assessoria de Comunicação Social em 1987, desde então apresenta em seu portfólio empresarial diversos trabalhos, serviços e programas (eventos, relações com a imprensa, educação continuada, propaganda e publicidade, jornalismo empresarial, MKT cultural, etc.) - realizados no mercado brasileiro para organizações nacionais e internacionais, de diversos portes no âmbito público e privado, áreas e seguimentos de atuação, profissionais liberais e artistas. O PBM é o seu principal parceiro multinacional, pois a arte e cultura sempre foi um foco de promoção e divulgação dos valores, visão e missão empresariais.

ABERTURA
29/04/2010 - CONSULADO GERAL DO BRASIL - FRANKFURT AM MAIN

APRESENTAÇÃO DO MARACATU DE BAQUE SOLTO
O Maracatu é uma das expressões culturais mais autênticas brasileiras. Manifestação folclórica originária do estado de Pernambuco, característica do meio rural, tem por ponto alto a evolução dos chamados “caboclos de lança”. Dentre os tipos mais conhecidos está o “Maracatu de Baque Solto” da região do agreste pernambucano, da cidade de Carpina onde é seu mantenedor o Mestre Carpina: Mestre Biá.

A história do Maracatu tem início quando escravos foram introduzidos no Brasil. Vindos do continente africano que aqui chegavam e após uma breve organização, escolhiam e elegiam dentre eles os seus líderes locais e aqueles que seriam coroados como seus reis e, portanto, fundando verdadeiras nações. Curioso observar que essas pessoas foram igualmente escravos trazidos ao país. Nessas cerimônias, onde procuravam manter a sua identidade e a unidade do povo e da terra natal, havia a coroação do rei, da rainha e de toda uma corte. O ritual incluía, ainda, uma visita aos portugueses e à igreja católica local. Assim, preservavam por questões diplomáticas e necessidades de convivência, uma relação de respeito com brancos. As estruturas destas cortes nos “maracatus nação” são as mesmas das cortes europeias, com princesas, príncipes e toda a hierarquia da nobreza. E com essas incorporações toda sorte de modismos, da época, que enriqueceram enormemente o ritual, com roupas vistosas tipicamente europeias, grandes protetores de sol para o rei e rainha, por exemplo, integrados harmonicamente com entidades religiosas vindas da África e a agregação da presença indígena brasileira. E toda essa miscelânea estética encontrou o seu apropriado aconchego no Maracatu. Rico, colorido e cheio de esplendor. Este é assim o seu visual no qual cada personagem tem o seu significado. As damas do paço que carregam as calungas, que são bonecas representativas dos antepassados da nação. Os caboclos de lança que representam os guerreiros que protegem a nação, com muitas das suas danças que são formadas por movimentos de combate. As baianas fazem referencia aos orixás africanos e a tudo isso foi se somando a influência portuguesa de um modo vigoroso, sem esquecer os índios. Os cantores, ou mestres, junto com o batuque, acompanham todas as evoluções, entoando cânticos e louvores às nações negras da África. Curioso observar que estes não dançam, pois quem dança não canta e quem canta não dança!

Os rituais africanos assumiram uma importância muito grande no folclore brasileiro, o Maracatu faz parte dos pilares dos mestres antepassados. A beleza do Maracatu tem muita semelhança com toda a beleza do carnaval, das fantasias e coloridos exagerados, o brilho das cores e todo o requebrar vivaz das danças praticadas em Pernambuco, terra de um carnaval cultural, rico, tradicional e distinto de outras regiões do Brasil.

RELANÇAMENTO DO LIVRO EDITADO
- Gilberto Velho
- Ciça Pinto

LANÇAMENTO DE SINGLES
- Leopapel e os Alquimistas - Mistura Básica do Hip Hop.
- Zinho Brown

ARTES VISUAIS – 29/04/2010 A 04/05/2010
- Zélio Alves Pinto
- Pedro Vicente Alves Pinto
- Anna Guerra
- Leonardo Dan Mabe
- Cipriano Souza
- Lia Thoma

EXIBIÇÃO DE FILMES
CINE BRASIL - BRASIL, MOSTRA SUA CARA!
Esse ciclo busca retratar dentro do projeto Panorama Brasil em Movimento – Multiculturalidade & Brasilidade as Ações integradas à Educação em relação aos Direitos Humanos e a presença da cultura brasileira na cinematrografia nacional através de contextos sociais expressos no “cinema negro”. O Cine-Brasil tem como finalidade estimular os diálogos sobre as diversidades culturais presentes no país, sua representação na mídia e na formação social contemporânea.

QUASE DOIS IRMÃOS
Drama, 102 minutos, 2005, Direção: Lúcia Murat

Miguel é um Senador da República que visita seu amigo de infância Jorge, que se tornou um poderoso traficante de drogas do Rio de Janeiro, para lhe propõe um projeto social nas favelas. Apesar de suas origens diferentes eles se tornaram amigos nos anos 50, pois o pai de Miguel tinha paixão pela cultura negra e o pai de Jorge era compositor de sambas. Nos anos 70 eles se encontram novamente, na prisão de Ilha Grande. Ali as diferenças raciais eram mais evidentes: enquanto a maior parte dos prisioneiros brancos estava lá por motivos políticos, a maioria dos prisioneiros negros era de criminosos comuns.

30/04/2010 - 16h - Consulado Geral do Brasil- Frankfurt  am Main

01/05/2010 - 10h - VHS - Volkshochschule Frankfurt am Main


FAMÍLIA ALCÂNTARA
Documentário, 56 minutos,  2005, Direção: Daniel Solá Santiago / Lilian Solá Santiago

Documentário que conta a epopéia cultural da Família Alcântara, integrantes de uma tribo angolana, os wasili, que viviam em terras próximas de Luanda, atual capital de Angola há 240 anos atrás. O filme pretende relatar o início da família no Brasil, escravizada nas lavouras de cana-de-açúcar, e o processo de retomada de suas origens e identidade ao se preservarem ao longo de séculos como grupo e a cultivarem sua cultura, que expressam por meio da música, teatro e festas religiosas.

01/05/2010 - 15h - VHS - Volkshochschule Frankfurt am Main

03/05/2010 - 15h - Consulado Geral do Brasil- Frankfurt  am Main

 

ANTÔNIA
Drama,  90 minutos, 2006, Direção: Tata Amaral

Na periferia de São Paulo, quatro jovens mulheres negras que cantam juntas desde a infância lutam pelo sonho de viver de música. Com seu grupo de rap Antônia, encontram um empresário e começam a cantar em bares e festas. Mas, quando o sonho parece tomar corpo, os revezes de um cotidiano de pobreza, machismo e violência ameaçam o grupo e põem a amizade das garotas à prova.

01/05/2010 - 16h - VHS - Volkshochschule Frankfurt am Main

FALA TU
Documentário, 74 minutos, 2004, Direção: Guilherme Coelho

O documentário Fala Tu acompanha o cotidiano de três moradores da Zona Norte carioca que, em comum, têm a paixão pelo rap. O filme é testemunha dos sonhos, dramas e transformações vividas pelos personagens durante os nove meses de filmagem. Macarrão, 34, compositor e cantor de rap do Morro do Zinco, ganha a vida como apontador do jogo do bicho. Vive com a mulher e suas duas filhas e torce pelo Fluminense. Togum, 32, budista e rapper de Cavalcante é um dos pioneiros do movimento rap no Rio. Seu estilo agressivo de cantar esconde sua real personalidade. Ganha a vida vendendo produtos esotéricos de porta em porta. Seu pai, sambista e motorista de ônibus aposentado adoeceu com câncer. Os dois, que se viram muito pouco nos últimos vinte anos, têm tentado se reconciliar - muitas vezes através da música. Combatente, 21, operadora de telemarketing e rapper de Vigário Geral. Confiante no poder transformador do rap, ela versa sobre saúde sexual, paz e igualdade. Recentemente foi iniciada na igreja do Santo Daime. Combatente mora com sua mãe, avó, duas tias e um sobrinho. O filme é um olhar sobre estes três personagens cariocas e sobre o que eles têm a nos dizer. Faz-se assim uma crônica de um Rio de Janeiro de hoje. O documentário Fala Tu de Guilherme Coelho e Nathaniel Leclery é uma co-produção Matizar e VideoFilmes, captado em formato DV Cam e ampliado para 35mm.

03/05/2010 - 16h - Consulado Geral do Brasil - Frankfurt am Main

 

FILHAS DO VENTO
Drama, 85 minutos, 2004. Direção: Joel Zito Viana

Filhas do Vento aborda temas pertinentes às mulheres de qualquer parte do mundo, mas numa pequena cidade do interior do Brasil os fantasmas da escravidão e do racismo afetam a vida das personagens de forma sutil. Em uma brilhante peça ficcional de cunho político e social, o diretor substitui os tradicionais papéis estereotipados, comumente interpretados por atores negros nas telenovelas brasileiras, por uma rica e multifacetada construção de personagens, mesmo quando habilmente emprega diversos recursos da dramaturgia da novela para se comunicar com grandes audiências.

02/05/2010 - 10h - VHS - Volkshochschule Frankfurt am Main

04/05/2010 - 16h - Consulado Geral do Brasil- Frankfurt  am Main

 CAFUNDÓ
Drama, 101 minutos, 2005, Direção: Clóvis Bueno e Paulo Betti

Um tropeiro, ex-escravo deslumbrado com o mundo em transformação e desesperado para viver nele. Este choque leva-o ao fundo do poço. Derrotado, ele se abandona nos braços da inspiração, alucina-se, ilumina-se, é capaz de ver Deus! Uma visão em que se mistura a magia de suas raízes negras, com a glória da civilização judaico-cristã. Sua missão é ajudar o próximo. Ele se crê capaz de curar, e acaba curando. O triunfo da loucura da fé! Sua morte, nos anos 40, transforma-o numa das lendas que formou a alma brasileira e, até hoje, nas lojas de produtos religiosos, encontramos sua imagem: O Preto Velho, João de Camargo.

02/05/2010 - 15h - VHS - Volkshochschule Frankfurt am Main

05/05/2010 - 16h - Consulado Geral do Brasil- Frankfurt  am Main

 
 
 
PORTUGAL PROMOVE O PANORAMA BRASIL EM MOVIMENTO

PBM, a brasilidade em forma poética, multicultural e contemporânea no uso de novas tecnologias!
O Panorama Brasil em Movimento- PBM, projeto lançado em 2006 pelas acadêmicas, pesquisadoras e professoras Rosana Martins e Goretti Pedroso, visa em suas edições estimular o intercâmbio cultural da língua portuguesa, a partir do cinema, pintura, música, teatro e que envolve artistas e acadêmicos entre os dois países, Portugal e Brasil, focando a temática dos direitos humanos, meio e ambiente, arte e educação.
A abrangência do PBM é multidisciplinar, multicultural. Suas ações giram em torno das temáticas: cidadania, direitos humanos, segurança pública, cultura, linguagem e comunicação. Tudo está explicitamente contemplado nas atividades, programas, obras editoriais e conferências realizadas pelas equipes técnicas que integram o projeto. É, portanto, um mosaico bem estruturado, contemporâneo e agregador de manifestações e tecnologias culturais pelo mundo que propõe não só a aproximação de povos, mas resgata o brasileiro fora de suas fronteiras, apresentando-lhes a vanguarda dos acontecimentos da brasilidade que permeia a atualidade política, econômica e, sobretudo, social e de sustentabilidade do planeta. Trata-se de uma manifestação genuína que tem por missão divulgar de forma poética, artística, literária a imagem do Brasil do século XXI, no uso de novas tecnologias e consequentes desdobramentos estéticos, conflituais e conceituais. Conta com a colaboração, apoio e parceria: CIMJ - Centro de Investigação Media e Jornalismo, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa (PT); Centro de Estudos Cibernética Pedagógica da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo- ECA/USP (BR); GETS- Grupo de Estudos Técnico de Segurança da Universidade de São Paulo- USP (BR); CEMRI- Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais da Universidade Aberta de Lisboa (PT); Associação Diálogo e Ação (Lisboa-PT); Casa da América Latina (Lisboa-PT); Embaixada do Brasil em Lisboa (PT).

Assim, é que em novembro próximo, Portugal abraça o PBM sediando-o nos territórios da Universidade Nova de Lisboa sob a denominação: PANORAMA BRASIL-PORTUGAL EM MOVIMENTO- Mídia, Cidadania, Multiculturalismo - SÃO PAULO-LISBOA/2009. De um lado Portugal e do outro Brasil, separados pelo oceano, agora se unem através da conexão cultural que pode ser entendido no sentido de fortalecer e consolidar o fraterno relacionamento de laços tão antigos, tão especiais, tão estreitos e tão fortes que unem historicamente os dois países e que sejam preservados e desenvolvidos. O Panorama Brasil-Portugal em Movimento integra o acordo cooperativo entre Universidade de São Paulo (Escola de Comunicações e Artes - Departamento de Comunicações e Artes) e Universidade Nova de Lisboa (Departamento Ciências da Comunicação) e é focado, sobretudo, em gerar redes de apoio e parcerias de cooperação técnica e científica de entidades públicas e associações ligadas aos direitos humanos, com objetivo de integrar e articular no fortalecimento das temáticas ligadas aos desafios do desenvolvimento comunicacional humano e políticas públicas.

O evento abrange densa programação entre conferências, projeção de filmes e documentários brasileiros e portugueses, lançamento do livro institucional (patrocinado pelo GETS- Grupo de Estudos Técnicos de Segurança, Universidade de São Paulo) ―Direitos humanos, Segurança Pública & Comunicação‖ de autoria Rosana Martins; Maria Goretti Pedroso; Tabajara Novazzi Pinto. São seus curadores em Portugal: Dra. Rosana Martins, Dr. Francisco Rui Cádima e Dr. Ricardo Campos. No Brasil, a MsC. Goretti Pedroso, Dra. Lucilene Cury e a artista Anna Guerra são as curadoras. Já a Produção e Montagem em Portugal são assinadas por Ana Rita Chaves e no Brasil, pela artista Anna Guerra.

SERVIÇO DO EVENTO:


Data(s): 3 de novembro à 30 de novembro de 2009
Local: Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade de Nova de Lisboa-
Avenida de Berna 26-C- Lisboa l (+351) 21 790 83 00- Portugal/PT
Horário(s): 14hs00 às 19hs00
Contato(s) Portugal: rosanasantosposse@yahoo.com.br
Contato(s) Brasil: cristinarocha@inforpress.com.br
Contatos com a Imprensa com Inforpress Assessoria de Comunicação, com Cristina Rocha e Chico Fialho,
imprensa@inforpress.com.br, (55 11)3064-2188, fax: (55 11)3082-54

FICHA TÉCNICA DO EVENTO

Nome: PANORAMA BRASIL-PORTUGAL EM MOVIMENTO- Mídia, Cidadania, Multiculturalismo - SÃO PAULO-LISBOA/2009

Curadoria Brasil:

- Maria Goretti Pedroso. Jornalista, com especialização em cinema publicitário. Mestre e doutoranda em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes – ECA-USP. Coordenadora do programa de Pós-Graduação em Cinema, Vídeo e Fotografia do Centro Universitário Belas Artes. Atualmente, dirige comerciais, institucionais e documentários, além da área pedagógica. É autora dos livros: Mulher Virtual, (Esetec, 2005); Admirável Mundo MTV Brasil (Saraiva, 2006); Direitos Humanos Segurança Pública & Comunicação (ACADEPOL, 2007). Curadoria do Projeto urbanidades em Movimento Casa do Lago/Unicamp – Setembro/Outubro.

- Lucilene Cury. Desenvolveu os estudos de Pós-Graduação na Área de Comunicação: mestrado e doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo, com pesquisas sobre a TV e a Criança; o Rádio e a Literatura Latino-Americana para Crianças Brasileiras. Realizou estudos de Pós-Doutorado em Paris, na Sorbonne, voltados à Televisão. Atualmente é docente da Universidade de São Paulo. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Interdisciplinaridade, nas Diversas Áreas da Pesquisa da Comunicação, atuando principalmente nos seguintes temas: globalização, cultura, educação, comunicação e internet. Coordena o Grupo de Pesquisa - Cibernética Pedagógica: Laboratório de Linguagens Digitais - Certificado pelo CNPq, onde estudantes e pesquisadores desenvolvem projetos de pesquisa relacionados ao mundo virtual e à inclusão digital/social, tais como: "Atalhos para a Inclusão Digital"; "Educação no Ciberespaço" e "O Mundo Virtual é para Todos?". Link para o Grupo de Pesquisa Cibernética Pedagógica - Laboratório de Linguagens Digitais: Cibernética Pedagógica - Laboratório de Linguagens Digitais - USP

- Anna Guerra, arquiteta, artista empresária das artes e cultura. O fascínio é pelos temas do Nordeste do Brasil. Faz arte desde criança e vem de uma família de talentosos artistas de Carpina, cidade do interior de Pernambuco, porém, o temperamento da artista é cosmopolita e seus vôos são amplos e ambiciosos. Anna Guerra já está no aeroporto do Recife com um grande painel, pertíssimo portanto de conexões para o resto do mundo, recentemente assumiu a Espaço Galeria 3058A na cidade de São Paulo, capital do mais importante estado brasileiro.

Curadoria Portugal:

- Rosana Martins. Cientista Social formada pela Universidade de São Paulo- USP. Mestre e Doutora em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes/USP. Investigadora e Pós-doutoranda do Departamento de Ciências da Comunicação da FCSH - Lisboa/Portugal. Pesquisadora do Centro de Estudos Cibernética Pedagógica - Laboratório de Linguagens Digitais -Universidade de São Paulo/Escola de Comunicações e Artes - São Paulo/Brasil. Autora dos livros: Hip-Hop. O estilo que ninguém segura (Esetec, 2006); Admirável Mundo MTV Brasil (Saraiva, 2006); Direitos Humanos Segurança Pública & Comunicação (Acadepol, 2007).

- Francisco Rui Cádima. É atualmente Presidente da Comissão Científica e Coordenador do Departamento de Ciências da Comunicação da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Professor Agregado em Ciências da Comunicação e Doutorado em Comunicação Social pela FCSH-UNL, onde coordena ainda o Mestrado de Novas Media e Práticas Web. Foi representante de Portugal no Conselho Intergovernamental do PIDC da UNESCO (2001-2005). Foi Diretor do OBERCOM – Observatório da Comunicação (1999-2004).

- Ricardo Campos. Mestre em Sociologia e Doutor em Antropologia (especialidade Antropologia Visual). Foi bolsista de pós Doutoramento (Bolsa da Fundação para a Ciência e Tecnologia) no Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA, pólo ISCTE) em Lisboa. Atualmente é Investigador-Auxiliar no Centro de Estudos das Migrações e Relações Interculturais (CEMRI, Universidade Aberta). Tem pesquisado sobre culturas juvenis, tribos urbanas, expressões artísticas e tecnologias digitais em Antropologia, tendo diversos artigos e capítulos de livros publicados em edições nacionais e internacionais sobre estas temáticas. É igualmente ilustrador, tendo ilustrado livros e artigos de revistas nacionais.

Equipe de Comunicação e MKT:


Brasil:

- Cristina Rocha, Jornalista, Relações Públicas e Advogada; Mestre em Educação, Administração e Comunicação; Especialista em Administração e MKT, Turismo- Gestão do Patrimônio Cultural, e, MBA em Tecnologia da Educação; Professora Universitária; Assessora, Consultora em Educação, Comunicação, MKT e Turismo; palestrista profissional.

- INFORPRESS - A integração econômica e tecnológica tem tornado o planeta cada vez menor e suas relações produtivas ainda mais exigentes. Essas transformações limitam as barreiras de concorrência a uma única: a da competência. As artes, a cultura, os negócios e a continua preocupação social que permeia as sociedades organizadas contemporâneas são o foco dos projetos e serviços da Inforpress Assessoria de Cominação que tem no Panorama Brasil em Movimento- PBM o seu parceiro maior- nacional e internacional na propagação de novas tecnologias, desenvolvimento acadêmico e de pesquisas educacionais cujo foco é os Direitos Humanos e manifestações artísticas que abarcam o do potencial brasileiro na atualidade.
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Filiações: EMBRATUR, SPCV&VB, CONRERP, ABEOC

Equipe de Produção:

Portugal:

- Ana Rita Chaves, produtora de tv, rádio, shows , eventos. Divulgadora e promotora de marketing e cultura. Presidente da Associação européia Dialogo e Ação com sede em Lisboa; diretora geral da Zulu Nation Portugal; diretora executiva do projeto Viva Cazuza - Viva Cazuza‖ que foi um dos maiores eventos no que se trata de campanhas de apoio a hospitais que cuidam de pacientes com HIV/SIDA, resultando numa sociedade para tratamento e apoio a crianças vítimas da SIDA (Rio de Janeiro, Brasil). Criou e coordenou o projeto Tomando Rumo com jovens em situação de rua, juntamente com o conselho tutelar do estado de São Paulo e o CEDECA (Centro de Defesa da Criança e do adolescente) - SP.

Local e endereço:
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Universidade de Nova de Lisboa- Av. de Berna 26-C- Lisboa- (+351) 21 790 83 00- Portugal/PT


Logo:


Contato(s) digital:
panoramabrasilsite@gmail.com
cristinarocha@inforpress.com.br

Programação: abertura exposição 17h (edifício ex-DRM)

Participação: Maryline Vindeirinho (performance)

03/11/2009 a 30/11/2009 – Exposição Visual

A partir das obras de Anna Guerra (retrato das mulheres do nordeste, identidade e força), Pedro Vicente Alves Pinto, Grabriel CZS e Dan Mabe (registro da linguagem das ruas), Marcos Muzi e Nuno Rocha (a contemporaneidade identitária vista pelas lentes tecnológicas), a exposição visualiza o adensamento de reflexões sobre arte, cultura e educação para os direitos humanos. O tecido social apresenta situações e sensações que apontam para diferentes poéticas. Inserido no ritmo vertiginoso do cotidiano, as obras participantes buscam o olhar reificado que se reconhece como parte integrante - e pulsante - que, somada à história particular de cada indivíduo, forma o composto social em seus múltiplos aspectos. Busca-se tematizar, no conjunto das obras participantes, os diversos ângulos que ressalta a cultura e o espaço social.


PARTICIPANTES

Pedro Vicente Alves Pinto
Anna Guerra
Marcos Muzi
Dan Mabe
Gabriel CZS
Nuno Rocha

Exibição de cinema e debate

Auditório 2 da FCSH (Universidade Nova de Lisboa)
3,4,e 5 das 14horas às 19 horas
03/11- 14h

NU BAI, o Rap Negro de Lisboa

NU BAI – O Rap Negro de Lisboa é um documentário realizado por Otávio Raposo, filmado entre 2003 e 2006, com a duração de 65 minutos. Otávio Raposo é sociólogo (ISCTE/CRIA), nascido no Brasil, vive em Lisboa há oito anos, onde se licenciou na FCSH – Universidade Nova de Lisboa. Estava a concluir a licenciatura quando iniciou as filmagens do filme. As pesquisas sobre temas relacionados com as culturas juvenis motivaram-no a fazer um documentário sobre o rap, e intensificaram o seu envolvimento com a Antropologia Visual. Finalizou o Mestrado em Antropologia Urbana no ISCTE, ―Representa Red Eyes Gang: das redes de amizade ao hip hop‖ e é sociólogo da Comunidade Vida e Paz – Instituição de Apoio aos Sem Abrigo.
Este documentário procura ilustrar a realidade do fenómeno do hip-hop nos arredores da capital. É-nos transmitida uma imagem de cerco a Lisboa, pelas cinturas de bairros sociais onde o fenómeno nasceu, cresceu e perdura. Muita da sua atenção é focada na Margem Sul, nos bairros da Arrentela e Porto Salvo, para além dos muitos outros nomeados. Ao contrário do que seria uma opção habitual, Otávio Raposo vai-nos surpreendendo pelo caminho menos óbvio, permitindo-nos um mergulho de extrema proximidade com os poetas do rap de rua, não na procura do verso e da rima, mas naquilo que são as suas visões do mundo, o estímulo interior que os leva incessantemente à inquietude. Assim se vai começando a tecer a o complexo retrato de uma comunidade da qual são também porta-vozes; uma comunidade estigmatizada pela exclusão, pela violência policial, pela pobreza e pelo racismo. Os consensos sociais e os preconceitos culturais do país de brandos costumes vão sendo totalmente rasgados, à medida que vamos acompanhando estes novos narradores, que atravessamos a cidade e os seus subúrbios com os olhos focados nos seus pontos de vista.
A sinopse é muito clara: ―Hip Hop é intervenção. Não quero ninguém a dançar, mas a pensar", diz Jorginho, um dos oito rappers entrevistados. Este documentário ouve o canto, solta a voz, não reprime os sonhos, os desabafos, o desejo de vingança, o diálogo-monólogo quase surreal. "Eu sonhei que estava a voar na Pedreira dos Húngaros". O som do beat box e poesia em crioulo a reinventar a vida, para que um dia tenham o seu Malcolm X, os seus Panteras Negras. É o futuro. O hip hop é a arma.
Incómodo, desconfortável, tão cru e violento quanto a própria vida, Nu Bai obriga-nos a olhar para as nossas escolhas enquanto sociedade e a sermos confrontados com as duras consequências das mesmas. Acusa, de forma directa e franca, os políticos portugueses pela vergonhosa e ignominiosa lei da nacionalidade, negando-a às segundas e terceiras gerações, revela o quão patéticas foram e são as políticas de habitação social e o que realmente as movia e move – a ganância. Trata-se de um filme sem qualquer espécie de objectivo sedutor, pelo que não perdoa a culpa da passividade de cada um de nós, que fazemos tudo para fazer de conta que desconhecemos o que se passa aqui mesmo ao lado. Revela ainda o denodado esforço de inclusão e esvaziamento do próprio hip-hop, procurando retirar-lhe a mensagem que geneticamente comporta, de modo a torná-lo mais doce para os consumidores. Sem pudor nem vergonha, as palavras são pedras, os silêncios são lanças – aqui está um filme que merece ser visto.

15hs - Mesa de debate: Interculturalidade e Comunicação

Rapper LBC Minao Soldjah (Rapper do bairro social da Cova da Moura. Estudante de traducção e interpretação da Universidade Lusofona de Humanidades e Tecnologia. Mediador, ativista e animador do projecto 12 /15 da Escola Intercultural das Profissões e do Desporto Peter Anton Zoettl. Mestrado em Antropologia pela Universidade de Hamburgo, com uma tese sobre a religião afro-brasileira de Umbanda. Doutorado pela Universidade de Bremen, com uma tese sobre imigrantes africanos em Portugal. Formado em cinema e cinema etnográfico pela ESTC, Lisboa e o IWF, Göttingen. Trabalhou com jornalista e fotógrafo para televisão, agências de notícias e jornais alemães e internacionais. Realizou várias exposições de fotografia, curtas metragens ficcionais e documentários. Leccionou recentemente Antropologia Visual na UFBA, Salvador.

José da Silva Ribeiro. Licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto, Curso Superior de Cine-Vídeo pela Escola Superior Artística do Porto, Mestre em Comunicação Educacional Multimédia e Doutorado em Ciência Sociais pela Universidade Aberta. Professor na Universidade Aberta, Departamento de Ciências Sociais e de Gestão e coordenador da área de Antropologia Visual do Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais/CEMRI, da Universidade Aberta 18hs

Lançamento do livro institucional - Direitos Humanos, Segurança Pública & Comunicação‖ (serão doados exemplares para UNL)

Sobre o livro institucional

http://www.youtube.com/watch?v=lx_DzuPAdRg
Rosana Martins; Maria Goretti Pedroso & Tabajara Novazzi Pinto (org.). Direitos Humanos, Segurança Pública & Comunicação. São Paulo: ACADEPOL, 2007, 444p.
O livro foi dividido em três partes (PARTE I - DIREITOS E POLÍTICAS DE INCLUSÃO E MEIO AMBIENTE; PARTE II – SEGURANÇA PÚBLICA; PARTE III CULTURA, METRÓPOLE E COMUNICAÇÃO), contendo no total 36 artigos. Um aspecto importante do livro, digno de nota, é a maneira como registra a insatisfação com concepções dos direitos humanos, consideradas excessivamente estreitas e que, predominando atualmente, resultam em análises que obscurecem suas amplas dimensões. Os diversos artigos, presentes no livro, chamam a atenção a essa dinâmica, ressaltando a importância de apreender, e aprender, melhor as múltiplas imbricações entre a comunicação, os direitos humanos e a segurança pública.

Mesa de Debate: Arte, Cultura e Comunicação (presença dos artistas participantes da exposição visual e organizadores do evento) 04/11 – 14hs

Antônia

Ficha Técnica Título Original: Antônia Gênero: Drama
Tempo de Duração: 90 minutos
Ano de Lançamento (Brasil): 2006
Direção: Tata Amaral
Na periferia de São Paulo, quatro jovens mulheres negras que cantam juntas desde a infância lutam pelo sonho de viver de música. Com seu grupo de rap Antônia, encontram um empresário e começam a cantar em bares e festas. Mas, quando o sonho parece tomar corpo, os revezes de um cotidiano de pobreza, machismo e violência ameaçam o grupo e põem a amizade das garotas à prova.
Performance “Hip-Hop de Batom” 16hs - Mesa de debate: Vozes Periféricas: Brasil e Portugal em Foco
Christiane Machado Coêlho. Possui graduação em Ciências Sociais (Sociologia) pela Universidade de Brasília (UnB, 1994), mestrado em Psicologia Social pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (Paris, 1997) e doutorado em Sociologia pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (Paris, 2006). Atualmente é pesquisadora de pós-doutorado no Centro de Investigação e Estudos em Sociologia (CIES, Lisboa), membro da Association Française de Sociologie (AFS), membro da Associação Portuguesa de Sociologia (APS) e membro da International Oral History Association (IOHA). Trabalhou como pesquisadora na International Organization for Migration (IOM, 2008-2009). Tem experiência na área de Sociologia, com ênfase em Sociologia Urbana, Sociologia das Migrações, Sociologia Política e Sociologia do Trabalho, atuando principalmente nos seguintes temas: movimentos sociais, políticas sociais, cidadania, gênero, cultura urbana e processos migratórios no contexto brasileiro e transnacional.
José Alberto Simões. Doutorado em Sociologia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde lecciona no Departamento de Sociologia. Investigador do CESNova — Centro de Estudos de Sociologia da Nova (FCSH/UNL). Membro do Conselho de Redacção da revista Fórum Sociológico. Integra a rede de investigadores do projecto EU Kids Online, coordenado pela London School of Economics and Political Science, actualmente em curso. Tem investigado e publicado nas áreas da sociologia da cultura, juventude e media.

Márcia Santos Duarte de Oliveira. Possui mestrado em Linguística pela Universidade de Brasília (1995) e doutorado em Linguística pela Universidade de São Paulo (2004); é professora doutora da Universidade de São Paulo atuando nos seguintes temas: teoria linguística, morfossintaxe do português falado no Brasil, morfossintaxe de línguas africanas, língua ibíbio, comparação do português brasileiro com línguas africanas, português na África, crioulos de base portuguesa na África. É autora de (1) "Perguntas de constituinte em ibíbio e a teoria de tipo oracional" (LINCOM-Europa, 2005) e (2) "Sintaxe do português - estudando formalmente a gramática de uma língua", do 'Selo Conhecimento Acadêmico' (Multifoco/ TUDOTECA, 2009); é pesquisadora na área ibíbio - Nigéria/ África - desde 1995.

05/11 – 14hs
Noel - Poeta da Vila
Gênero: Drama Tempo de Duração: 99 minutos
Ano de Lançamento (Brasil): 2006
Direção: Ricardo van Steen
Sinopse: Aos 17 anos Noel Rosa (Rafael Raposo) é um jovem engraçado, que possui um defeito no queixo e gosta de improvisar quadras debochadas para os amigos. Noel estuda medicina e toca numa banda regional, com outros garotos do bairro. Noel gosta da companhia de operários, negros, favelados e prostitutas, com quem rapidamente faz amizade. Até que um dia conhece Ismael Silva (Flávio Bauraqui), compositor que o desafia a compor um samba. Noel usa uma paródia ao Hino Nacional para compor "Com Que Roupa?", que faz grande sucesso nas rádios de todo país. A partir de então ele se dedica de vez ao mundo do samba, mudando a história da música popular brasileira. 16hs – Mesa de debate: Multiculturalidade Brasil e Portugal: desafios
Pedro Vicente Alves Pinto. Dramaturgo e artista visual, estréia no teatro com o texto Banheiro, de 96, apontado como retrato autêntico da geração urbanoide paulistana dos anos 90, e primeiro de uma serie de textos que unem busca da transcendência, humor negro e crítica ao comportamento urbano - incluindo ―DISK OFENSA Linha Vermelha‖ (indicada ao Premio Shell 99) e ―Sem Memória‖ (apresentada em ciclo de dramaturgia brasileira no Royal Court Theatre de Londres em 2003). Roteirista de cinema e televisão (TV Cultura, Nickelodeon, e outras), em 2007 assina o roteiro do filme ―Poeta da Vila‖, de Ricardo Van Steen, sobre o compositor Noel Rosa. Recente expôs suas obras na Casa do Lago, Universidade de Campinas, São Paulo.

Ana Stela Cunha. Mestre e Doutora em Lingüística Africana (Universidade de São Paulo/2003) Leitora na Universidade de Havana (Cuba) – 2006/2008. Pós Doutoranda em Antropologia no Instituto de Ciências Sociais – ICS, Lisboa/Portugal desde 2008. Desde a Iniciação Científica trabalhando com os quilombos – primeiramente o Quilombo do Cafundó (SP) (1994-96), posteriormente com os Quilombos de Damásio e Cumum, no Maranhão (até os dias atuais). Coordenadora técnica do projeto ―O boi Contou‖ financiado pelo Programa Petrobras Cultural 2007 – em andamento. Elaboradora do projeto ―Bumba Boi bate uma Bola, outorgado pelo Ministério da Cultura – apresentação do Bumba Boi em Hamburgo, Alemanha, entre os dias 12 e 17 de setembro de 2006. Elaboradora do projeto ―Capoeira Viva‖ sob patrocínio da Petrobras e Fundação Gregório de Matos juntamente com o quilombola Valmir Goulart – 2008. Atualmente Stela Cunha é pós-doutoranda da Universidade de Lisboa, Portugal.
Pedro Andrade. Áreas de atividade científica: Sociologia da Cultura Urbana / Arte e Comunicação / Tecnologias de Informação. Doutorado na École des Hautes Études em Ciências Sociais, Paris, e doutorado em Sociologia da Cultura na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH-UNL) de Lisboa. Pedro Andrade leciona na Faculdade de Belas Artes em Lisboa. De 2000 a 2005, foi coordenador do projeto "Literacia Científico-Tecnológica e Opinião Pública: o caso dos Museus de Ciência", com apoio financeiro da Fundação para a Ciência e a Tecnologia-FCT. No CECL, FCSH-UNL, é Coordenador do projeto "Comunicação Pública da Arte: o caso dos museus de arte globais / locais', subvencionado pela FCT.
Teresa Fradique. Antropóloga Social tem desenvolvido trabalho a partir de uma aproximação às artes visuais e performativas. Integrou a Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha em 1999. Desenvolveu actividades no âmbito da Antropologia Visual no Centro de Estudos de Antropologia Social (CEAS). É atualmente investigadora-colaboradora do CRIA. Desenvolve como principais áreas de interesse de investigação a antropologia visual, antropologia e arte, antropologia e cultura material, artes performativas, pós-colonialismo, culturas juvenis e identidade nacional.
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